O GRANDE ENCONTRO

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O GRANDE ENCONTRO

Elba Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo

19 de maio de 2017


Uma bomba em explosão contínua. A cada novo contato com a obra construída por Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e por outros nomes dessa brilhante geração nordestina que transformou a música popular brasileira a partir dos anos 1970, nos deparamos com o estrondo, com a força ancestral, como se estivéssemos de novo no momento da gênese desses artistas. É notável a capacidade que têm essas vozes e esse repertório para resistir impactantes e preservar, década após década, o mesmo vigor original, o dom do primeiro dia.

Alceu, Elba e Geraldo se reúnem outra vez em torno desse fenômeno no projeto “O Grande Encontro – 20 Anos”, pacote de CD e DVD com 29 canções interpretadas por eles em solos, duos e trios. Como o título indica, o trabalho comemora as duas décadas da vitoriosa primeira edição do encontro que, em 1996, bateu a marca de um milhão de discos vendidos e colocou seus intérpretes no topo das paradas do país.

O roteiro de “O Grande Encontro – 20 Anos” conta um tanto dessa história, trazendo as músicas que melhor resumissem a relação dos três artistas, como os clássicos “Táxi Lunar” (Geraldo Azevedo/ Zé Ramalho/ Alceu Valença) e “Bicho de 7 Cabeças” (Geraldo Azevedo/ Zé Ramalho/ Renato Rocha). “Me Dá um Beijo” (Alceu Valença) foi a que eles pescaram do LP “Quadrafônico” (1972). “Caravana” (Geraldo Azevedo/ Alceu Valença) veio do trabalho de estreia de Geraldo. Foi Elba quem sugeriu que o espetáculo começasse com “Anunciação” (Alceu Valença), canção que ela já vinha fazendo em seus shows individuais.

Mas o repertório não se encerra nas composições de Alceu e Geraldo. Parceiro de ambos, Carlos Fernando chega junto por meio de um dos maiores hits que compôs para Elba, “Banho de Cheiro”. E Zé Ramalho é lembrado mais vezes por suas canções individuais “Chão de Giz” e “Frevo Mulher” – essa última lançada em 1978 por outra estrela dessa movimentação, a cantora Amelinha. Outros compositores-referência para o trio vão surgindo aos poucos: Luiz Gonzaga (“Sabiá” e “Qui nem Jiló”), Jackson do Pandeiro (“Na Base da Chinela”), Dominguinhos e Anastácia (“Só Quero um Xodó”), Vital Farias (“Ai que Saudade d’Ocê”) e Gonzaguinha (“Sangrando”).

Nessa nova edição de “O Grande Encontro”, a interação entre os artistas é muito maior do que nas anteriores. São nove números em trio e seis em duo contra 12 individuais – apenas quatro de cada um. Também é maior o número de músicos no palco. São sete instrumentistas, além do trio de protagonistas: Paulo Rafael (guitarra), Marcos Arcanjo (guitarra e violão), Rafael Meninão (violão), Cesar Michiles (flautas e saxofone), Ney Conceição (baixo), Cassio Cunha (bateria) e Anjo Caldas (percussão). A direção musical ficou a cargo de Marcos Arcanjo e Paulo Rafael.

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