A VIDA SEXUAL DA MULHER FEIA

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A VIDA SEXUAL DA MULHER FEIA

02 de julho de 2016


Otávio Muller dá vida à Maricleide, que goza de uma autocrítica impagável e não perde tempo em se indispor à ditadura da beleza.

Baseado no livro homônimo de Claudia Tajes, sucesso absoluto em vendas, o espetáculo não deixa nenhuma mulher ou homem imune à insegurança da personagem. Afinal, quanto mais se olha no espelho, mais imperfeições aparecem.

Com a crueza de um consultório de terapeuta, é possível acompanhar suas aventuras amorosas, primeiro beijo e primeira transa.

Em seu livro, Tajes criou uma protagonista sem rosto, não esmiuçou descrições físicas, não impôs uma caracterização isolada. Esse recurso facilita a identificação ampla e abrangente do público.

Embarcando no sucesso do livro, o espetáculo agrada a todos – homens e mulheres, feios ou não. Afinal, todo homem já se sentiu o próprio Shrek algum dia e até a princesa mais linda já teve o seu dia de Fiona.

Quem nunca esteve acima do peso? Quem nunca se viu apavorado ao constatar os estragos feitos pelos hormônios da adolescência?

Ao acompanhar os relatos hilários do diário amoroso da personagem, a identificação é inevitável, o que faz com que a história se torne ainda mais engraçada. Afinal, tem coisa melhor do que rir de nós mesmos?

Não se trata da risada sádica, que segrega as formosas das horríveis e aponta o dedo para torturar, e sim da risada generosa e solidária, imbuída da reflexão e do combate aos condicionamentos.

No fim das contas Maricleide descobrirá que mulher feia não é uma questão de aparência e sim um estado de espírito.  

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